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Contagem regressiva!

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Estão chegando os dias!

Grande encontro de debates e partilhas para a cultura do ABC!

O Encontro é uma realização da UFABC e SESC Santo André, a partir da iniciativa do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC e conta com a colaboração do Movimento Cultura Viva Santo André.

O formato do encontro possibilitará aprofundar o debate de temas propostos pela III Conferência Nacional de Cultura nos eixos da Produção Simbólica e Diversidade Cultural, Cidadania e Direitos Culturais e Cultura e Desenvolvimento, cuja dinâmica prevê a formação de seis grupos de trabalho que discutirão os temas propostos e, posteriormente, contribuirão na elaboração de um documento oficial propositivo de políticas públicas de cultura na região das sete cidades (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). As atividades acontecerão no campus na Universidade Federal do ABC / UFABC, em São Bernardo do Campo, e também no SESC Santo André.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 21 | CAMPUS UFABC EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

9h | Credenciamento
10h | Mesa de abertura: representantes da Universidade Federal do ABC, Sesc São Paulo, Consórcio Intermunicipal do ABC e Ministério da Cultura
10h30 | Conferência de abertura: Professor Doutor Antonio Albino Canelas Rubim (UFBA)
12h30 | Mostra de apresentações artísticas da UFABC
13h | Intervalo para almoço

14h30 às 17h30 –  Grupos de Trabalho:

GT 1 – Produção Simbólica e Diversidade: Reconhecimento, promoção e articulação da diversidade cultural em rede

Mediador: Claudio Penteado (UFABC)
Relatores: Talita Anzei (UFABC) | Pollyana Helena da Silva (UFABC)
Relatos de Experiência: Cidadão do Mundo (SCS) – Robson Timóteo | ARCA – Associação Ribeirão Pirense de Cidadãos Artistas (Ribeirão Pires) – Fernanda Tererê

GT2 – Cidadania e Direitos Culturais: Salvaguarda do direito a memória e identidade cultural

Mediador: Ana Maria Dietrich (UFABC)

Relatores: Soraia Oliveira Costa (UFABC) | Renato Brunassi Neves dos Santos (CVSA)
Relatos de Experiência: Jongo Preta Bandera (Santo André)  – Leandro Valquer | Ilê Axé Nochê Abê Manjá Orubarana (Diadema) – Pai Nelson

GT3 – Cultura e Desenvolvimento: Valores culturais e perspectivas de desenvolvimento

Mediador: Gabriela Lotta (UFABC)

Relatores: Ana Mesquita (CVSA) | Karime Gorri (UFABC)
Relatos de Experiência:: AMA Paranapiacaba (Santo André, Paranapiacaba) – Eduardo Pin | Ateliê Livre Coletivo Comunidade VIVA e Ateliê Livre (Mauá)  –  Lela Punk

Dia 22 | CAMPUS UFABC EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

10h às 13h – Grupos de Trabalho:

GT1 – Produção Simbólica e Diversidade: Prática e vivência das diversidades e educação cultural

Mediador: Paula Braga (UFABC)
Relatores: Diana Mendes (UFABC) / Pollyanna Helena da Silva (UFABC) | Leonardo Varallo (UFABC)
Relatos de Experiência: Mídias Literárias (Diadema) – Willian Figueiredo | Projeto Meninos e Meninas de Rua (SBC) – Neia Bueno e Emerson Queirós

GT2 – Cidadania e Direitos Culturais: Democratização e ampliação do acesso
Mediador: Daniel Pansarelli (UFABC)
Relatores: David Batista de Paula (UFABC) | Silas de Melo Furtado (UFABC)
Relatos de Experiência: Sarau do Fórum – Cena7 | Sarau na Quebrada (Santo André) – Neri Silvestre

GT3 – Cultura e Desenvolvimento: Formação, mapeamento e formulação de politicas culturais
Mediador: Gerardo Silva
Relatores: Jéssica Tavares Cerqueira (UFABC) | Karina Vieira dos Santos (UFABC)
Relatos de Experiência: Fórum Aberto de Cultura e Arte – FACA (SBC)  – Rafael Saad Fernandes | Movimento Cultura VIVA Santo André e Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC (Santo André) – Dalila Teles Veras

13h – Mostra de grupos artísticos da UFABC
14h30 – Reunião dos Mediadores e Relatores – Preparação do Documento Final.

Dia 23 | SESC SANTO ANDRÉ

10h às 12h – Apresentação dos relatos dos GTs
Mediador: Andrea Paula Santos (UFABC)
12h às 14h – Encerramento: Mostra de Grupos Artísticos das Cidades do ABC

SERVIÇOS:
Sesc Santo André
Rua Tamarutaca, 302 | Vila Guiomar | Santo André – SP | CEP 09071-130 |
Tel.: 4469-1200 | http://www.sescsp.org.br
CPTM Prefeito Saladino: 2200m ou Prefeito Celso Daniel – Santo André: 2000m
Estação Santo André: 1900m

Campus UFABC
Rua Arcturus, 03 (acesso para pedestres) e Avenida São Paulo, s/n (acesso para veículos | Jardim Antares | São Bernardo do Campo – SP | 09606-070 |
Tel: 4122-7520 | http://www.ufabc.edu.br
Estação São Bernardo: 3900m

Estacionamento e restaurante no local

(Arte: Edson Ikê)

 

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Arquivado em atuação, encontro da diversidade cultural do ABC, parcerias, refletir

Apagaram tudo por Eurico De Marcos Jardim

eurico

1 comentário

por | março 21, 2013 · 1:07 pm

apagaram tudo…

Mais um registro espontâneo da violência praticada…

pelos olhos do mestre Elcio Moreno.

Elcio Moreno

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OS OLHOS QUE OLHAVAM

por Marcello Vitorino

Nesse sábado, 16 de março, o movimento Cultura Viva Santo André foi às ruas da cidade mostrar ao povo a que veio. Um movimento auto-orquestrado, gerido por si e que vem reforçando seus ideais a cada encontro, construindo sua história e seu caminho coletivamente, como tem que ser. Um movimento aberto, que quer diálogo, interação, transparência e participação popular na construção de uma política pública que inclua o cidadão nas decisões sobre a cidade que queremos. Uma das ações que vem acontecendo nesse movimento coletivo é a de coletar recados do povo sobre e para a Cultura. Tenho chamado a série de RECADOS PARA A CULTURA. No ato do dia 16 resolvemos imprimir e colar aproximadamente 500 desses retratos em formato A3 nos tapumes que estão isolando três pontos na rua Cel. Oliveira Lima. Arte engajada, se assim quiser entender, legitimada pelos olhares sinceros e humildes de quem se dispôs a mandar seu recado. Uma satisfação enorme, pois durante as colagens produzimos ainda mais retratos ali mesmo, dada a quantidade de gente que chegava querendo participar, ver sua voz ouvida, seu rosto ali como um escudo para proteger o que resta de dignidade a esse homem triste e egoísta do novo século. Homem esse que precisa ser tratado. Enfim, o ato foi um sucesso, com participação, interação e entendimento pacífico e prazeroso por todo lado. E fomos todos amar em outros lugares, pois ali já não cabia e então ficaram os retratos colados nos três tapumes, dando seus recados no melhor estilo olho no olho. Surpresas? Somente no dia seguinte, em pleno domingo, quando a prefeitura rapidamente se pôs a vandalizar, macular e destruir toda evidência de humanidade nessa cidade já tão maltratada por burocratas e políticos fisiologistas, que já não representam os anseios do povo. Uma atitude grotesca, carregada de um simbolismo que não se alinha ao que o homem, em seu estado de lucidez e afeto, é capaz de produzir. Roland Barthes abre seu clássico A Câmara Clara com o seguinte comentário, ao se deparar com uma fotografia do último irmão de Napoleão: “Vejo os olhos que viram o Imperador”. O que viram nesses retratos nossos (indi)gestores públicos? O que representa rasgar cada rosto que se colocou ali com seu recado, no desejo e ânsia de ser ouvido? Faces dilaceradas, vozes caladas e por cima uma tinta branca, como uma pá de cal. Se isso te lembra ou te remete a algum passado não tão distante mexa-se, meu caro. Se isso não te diz nada, mexa-se ainda mais…

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Gentileza

rasgo

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza

Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
“Amor: palavra que liberta”
Já dizia o profeta

(Marisa Monte)

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A portas fechadas e no escuro: fiat lux

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foto: Eurico De Marcos Jardim

(notícias de um encontro que não houve com o secretário de cultura de Santo André, agora à noite)

Anoitecia e a borrasca caía impiedosa sobre a cidade. As ruas/rios impossibilitavam a travessia de pedestres e o caos no trânsito desestimulante. Era a anunciação do dilúvio, mas ninguém se intimidou. Foram chegando, um, dois, dez, vinte, trinta, muitos… A porta principal de acesso ao Saguão do Teatro Municipal de Santo André, entretanto, por ordens superiores, encontrava-se fechada e as luzes apagadas. Os suspeitos “invasores indesejáveis” entraram, no escuro, pelos fundos, cumprindo um compromisso agendado e assumido publicamente pelo senhor Raimundo Sales, secretário de cultura de Santo André  em reunião pública, com a presença de duas centenas de pessoas, no dia 21 de janeiro deste ano, naquele mesmo auditório hoje fechado e no escuro. Apareceram dois funcionários, um zelador do Teatro e outro funcionário da Secretaria de Cultura que “justificou” a ausência do secretário que estaria ministrando uma “aula”. Sem secretário ou qualquer representante seu (naquele momento, em frente à Câmara Municipal, o secretário adjunto falava freneticamente ao telefone), a reunião se deu entre os próprios produtores culturais e cidadãos interessados em debater políticas da cultura para a cidade de Santo André. A indignação perante o desrespeito e o descaso de um representante de uma gestão que se diz participativa para com a comunidade foi inflando um sentimento de pura indignação, decepção e frustração. Lembrou-se ali que esta cidade, há duas décadas, teve a felicidade de contar com uma gestão de cultura (na primeira gestão de Celso Daniel) que foi referência nacional e internacional, objeto de teses acadêmicas e outros estudos, volta ao pre-iluminismo, ao período das trevas, com atitudes como esta, de tratar cidadãos que há décadas participam da vida cultural local, com bagagem e massa crítica acumuladas e não encontram eco para suas sugestões e são tratados com deboche por um gestor que, trocando a desejável gestão participativa, usa de práticas clientelistas, compadrios, propostas escusas de cargos e cala-bocas. Um acinte à inteligência regional que saiu dali com a intenção de radicalizar, no sentido latino do termo, ir à raiz e dar respostas a esse estado de coisas com atos de conteúdo e transparência. Somos cidadãos, nascidos e radicados na cidade e o que nos move é um sentido de pertença e disso não vamos abrir mão. Com licença do poeta, eles passarão, nós passarinhos (ficaremos).

Dalila Teles Veras

 

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Arquivado em refletir, reuniões

né?!

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1 comentário

por | dezembro 4, 2012 · 11:16 pm