Movimento Cultura Viva Santo André, rumo à Conferência Livre de Cultura e novas geografias

Dalila  Teles Veras

 Auditório da Câmara Municipal de Santo André, agora à noite. Professora Lilian Amaral fala e todo um auditório estabelece imediato contato de primeiro grau. Veio, sem cachê, movida a paixão pelo que faz e a solidariedade, a convite do Movimento Cultura Viva Santo André, coletivo que organiza uma Conferência Livre de Cultura para o dia 9 de junho próximo. A professora, senhora de uma vasto currículo acadêmico e dona de uma trajetória de prestígio no campo da pesquisa e artístico, ofereceu aos presentes, com simpatia e descontração, mas sem fazer concessões facilitadoras ou rasas no conteúdo, uma oportunidade rara de aumento de cabedal de conhecimento através do fantástico relato de suas próprias experiências e pesquisas. Uma dessas experiências foi no governo Celso Daniel, em Paranapiacaba que, como tantas outras, foram deitadas no lixo da história por quem, por dever, deveria resgatá-las, o Poder Público.
Esta é a segunda roda de conversa promovida pelo Coletivo rumo à Conferência Livre. O compartilhamento do saber erudito, aliado ao relato das práticas em comunidade, representou um momento ímpar de reflexão, ferramenta de grande valor na condução de nossas próprias ações. Um encontro que, no dizer da própria conferencista, se transformou em “corpo coletivo”, “corpo andante” rumo a “novas geografias”, a nos mostrar que não há caminhos, mas pode-se, sim, construir caminhos ao andar, como já disse o poeta espanhol ou no dizer da professora: “transformamos o espaço ao percorrê-lo”, o “caminhar como prática estética”.
É com inteligência que o grupo dos “35” dá respostas, é com conteúdo e caminhar constante, “convertido em ação simbólica” que este coletivo vai desenhando sua própria cartografia, desafiando o coro dos contentes. A voz de uma cidade não é coro de vozes e em oníssono, mas coro desejavelmente dissonante a dizer da diversidade e das pluralidades que trazemos conosco e que devem ser respeitadas.
O coro dissonante diz não à pobre e ridícula balela catequista do governo local que se arvora em “oferecer cultura” para o povo. Temos a nossa e exigimos que a conheçam e respeitem.
Na próxima segunda-feira, 27 de maio, tem mais. Conversa com o Prof. Gerardo Silva, da UFABC. Fica aqui o convite aos que não se alinham ao coro dos contentes, aos desejosos de conhecimento e compreensão, aos que buscam aprimorar o pensamento complexo para compreensão de um mundo complexo.

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Imagens: Marcello Vitorino

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